11,8%
PREMATURIDADE
dos nascidos vivos no Brasil em 2022
303.477 bebês nasceram antes de 37 semanas.
UM NOVO OLHAR PARA O PRÉ-NATAL
Hoje conseguimos acompanhar mãe e bebê, reconhecer riscos e identificar alterações cada vez mais cedo.
PORÉM...
11,8%
dos nascidos vivos no Brasil em 2022
303.477 bebês nasceram antes de 37 semanas.
1 em 10
entre os bebês no mundo em 2020
Cerca de 13,4 milhões de nascimentos prematuros.
> 1 em 5
relacionadas às complicações da prematuridade
Panorama global apresentado no relatório Born Too Soon.
20,8%
mediana encontrada em estudos brasileiros
Revisão de 94 estudos sobre saúde mental na gestação e no puerpério.
O PRÓXIMO PASSO
As próprias diretrizes já incluem prevenção, nutrição, educação e apoio. O desafio é fazer isso acontecer de forma estruturada, individualizada e ao longo de toda a gestação.
ESSA IDEIA NÃO NASCEU AGORA
O Guia Definitivo do Preparo na Gravidez foi uma das minhas primeiras tentativas de pensar o pré-natal como tempo de preparo — e não apenas de exames.
Baixar o Guia DefinitivoEntender escolhas e cuidar do que é modificável.
Preparar vínculos, rotina, ambiente e aquilo que queremos ensinar.
Antecipar puerpério, amamentação e os primeiros meses.
Hoje eu continuo com a mesma pergunta — só que com mais ciência, mais cautela e vontade de testar.
O NOVO OLHAR, HOJE
Um pré-natal que não cuide apenas de doenças, mas também da formação da gestação, da família e da chegada do bebê.
Reconhecer riscos, prevenir, acompanhar mãe e bebê e agir diante de alterações.
Dar conhecimento suficiente para que a gestante compreenda o que acontece e participe das escolhas.
Alimentação, atividade física, sono, tabagismo, álcool, ganho de peso e saúde mental — sempre com base em evidência.
Rede de apoio, relacionamento, hábitos da casa, expectativas, valores e aquilo que os pais desejam ensinar.
Puerpério, amamentação, comportamento do bebê, recuperação materna e reorganização da vida real.
O bebê não nasce apenas no parto. Ele nasce dentro de uma família que também está aprendendo a recebê-lo.
O QUE A EVIDÊNCIA MOSTRA
O QUE JÁ TEM SINAL POSITIVO
Revisões recentes encontraram sinais positivos com educação antenatal, embora os resultados ainda sejam heterogêneos.
O QUE AINDA ESTÁ ABERTO
Na educação antenatal on-line, uma meta-análise de 2026 com 4.982 participantes não encontrou benefício consistente nos principais desfechos avaliados.
Precisamos descobrir o que funciona, para quem e em qual momento.
PROJETO GÊNESIS
Eu poderia continuar acumulando histórias e dizendo que, na minha experiência, esse preparo faz diferença. Mas isso já não é suficiente para mim.
O Projeto Gênesis nasce para organizar uma intervenção longitudinal e estudá-la. A proposta é oferecer conteúdos e suporte de acordo com a idade gestacional e com as vulnerabilidades identificadas, acompanhar fatores modificáveis e medir resultados.
Eu não quero construir um estudo para provar que estava certa. Quero descobrir o que realmente funciona, o que não funciona, para quem funciona e qual o tamanho do efeito.
Conhecer o Projeto GênesisEM DESENVOLVIMENTO
ELIAS — Ecossistema Leão de Inteligência e Assistência à Saúde
Quando uma gestante entra para fazer um ultrassom, eu não quero enxergar somente aquele exame. Quero saber como ela começou a gestação, como estão peso e pressão, quais riscos já foram identificados, quais ultrassons fez, como o bebê vinha crescendo e o que mudou desde a última avaliação.
E eu também não quero que aquilo que encontro na medicina fetal termine em um laudo isolado. Quero que a informação volte para o acompanhamento obstétrico de forma organizada, clara e útil.
Eu não quero que cada consulta comece do zero. Quero que cada encontro continue uma história que já está sendo acompanhada.
Gênesis acompanha a trajetória.
ELIAS ajuda a enxergá-la.
O ELIAS é uma visão em desenvolvimento para integrar informação clínica, medicina fetal e obstetrícia. Não é apresentado aqui como ferramenta clínica validada nem como substituto do julgamento médico.
Para mim, tecnologia só vale a pena se fizer o cuidado ficar mais coerente e mais humano — porque ajuda o profissional a conhecer melhor aquela mãe, aquele bebê e aquela história.
O QUE EU NÃO QUERO DIZER
Existem fatores biológicos, genéticos, sociais e clínicos que não dependem da vontade da mãe e nem do médico. Bons hábitos não garantem um bom desfecho, e uma complicação não significa que alguém falhou.
Quando falo em transformação, estou falando de identificar aquilo que é realmente modificável, oferecer informação e suporte melhores e testar cientificamente o efeito dessas intervenções.
O objetivo não é colocar mais culpa sobre a gestante. É colocar mais conhecimento, organização e cuidado ao redor dela.