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participantes: alvo aproximado de recrutamento, já considerando uma margem conservadora de 20% para perdas.
PROJETO GÊNESIS
Eu tinha uma experiência pessoal, muitos anos de prática clínica e várias observações que faziam sentido para mim. Mas faltava o principal: saber se aquilo era real, reproduzível e mensurável.
DE ONDE VEIO A PERGUNTA
Minha história com o Gênesis não começou em um laboratório. Começou muito antes, com um acidente grave, muitas cirurgias, uma recuperação longa e a experiência de descobrir, no meu próprio corpo, o quanto somos vulneráveis e, ao mesmo tempo, capazes de adaptação.
Anos depois, quando engravidei, essa percepção ganhou outro significado. Eu já conhecia como médica as intercorrências da gestação; como mãe, porém, comecei a estudar de forma muito mais intencional alimentação, metabolismo, hábitos e ambiente materno.
Essa busca continuou no consultório. Eu observava pacientes, orientava, acompanhava, recebia retornos e acumulava histórias. Até que a pergunta ficou maior do que a experiência.
A PERGUNTA CENTRAL
Se organizarmos melhor fatores modificáveis durante a gestação, conseguimos produzir impacto mensurável na saúde materna e infantil?
Eu ainda não tenho essa resposta. É justamente por isso que o projeto existe.
O QUE O GÊNESIS É
O Gênesis está sendo estruturado como uma intervenção digital, educativa e longitudinal em saúde materno-infantil. Durante a gestação, organiza conteúdos relacionados a alimentação, atividade física, sono, saúde emocional, álcool e nicotina, suporte social, relacionamento, rotina e preparação para a chegada do bebê.
Depois do nascimento, a proposta é continuar acompanhando temas ligados a cuidados, ambiente familiar, parentalidade e desenvolvimento infantil.
A tecnologia entra como meio. Ela permite organizar conteúdo, acompanhar utilização, entender adesão e, principalmente, estudar uma intervenção que poderia alcançar mulheres muito além dos limites de um consultório.
COMO O ESTUDO FOI DESENHADO
A ideia é acompanhar gestantes desde o começo da gravidez e comparar, de forma randomizada, quem recebe apenas o acompanhamento programado do estudo com quem recebe também a intervenção digital completa do Gênesis.
8.034
participantes: alvo aproximado de recrutamento, já considerando uma margem conservadora de 20% para perdas.
6.426
participantes analisáveis previstas para o desfecho primário.
≤ 16
semanas de gestação no momento da inclusão.
1:1
randomização entre grupo controle e grupo intervenção.
< 37
semanas: prematuridade é o desfecho primário do protocolo.
O CAMINHO DA PARTICIPANTE
Gestante com 18 anos ou mais, gestação única e idade gestacional igual ou inferior a 16 semanas, com acesso regular a smartphone e capacidade de responder aos questionários digitais em português.
A participante passa pelo consentimento eletrônico e por uma avaliação basal antes da randomização.
O sistema distribui as participantes de forma automatizada, em proporção 1:1, entre controle e intervenção, com estratificação por paridade e antecedente de prematuridade.
O grupo controle participa das coletas programadas. O grupo intervenção recebe acesso contínuo à plataforma, conteúdos, recomendações e reavaliações adaptativas.
No nascimento são coletados os principais desfechos maternos e neonatais.
A proposta é continuar acompanhando o desenvolvimento infantil aos 6, 12, 18 e 24 meses.
O QUE A INTERVENÇÃO ACOMPANHA
Ela foi pensada para acompanhar fatores que se cruzam ao longo da gestação e mudar a intensidade das orientações conforme o perfil de risco vai sendo reavaliado.
ALÉM DA PREMATURIDADE
Entre eles estão peso ao nascer, morbidade neonatal, UTI, ventilação e sepse, além de ganho de peso gestacional e outras complicações maternas. O desenvolvimento infantil entra como desfecho exploratório no seguimento.
ÉTICA E SEGURANÇA
O desenho prevê consentimento eletrônico, proteção de dados e fluxos de segurança para situações sensíveis. Antes de qualquer captação, o protocolo precisa passar pela avaliação ética correspondente.
Esses elementos descrevem a versão atual do protocolo em desenvolvimento e ainda podem ser refinados com orientação acadêmica, estatística e ética antes do início do estudo.
O QUE ELE NÃO É
O Gênesis não substitui o acompanhamento pré-natal, não faz diagnóstico e não deve ser usado para transformar convicções pessoais em condutas médicas.
Também não parte da ideia de que tudo pode ser prevenido ou de que a mãe é responsável por todo desfecho da gestação. Isso seria cientificamente errado e humanamente injusto.
O que eu quero é organizar o que já sabemos, identificar o que ainda é hipótese e medir, com método, se uma intervenção estruturada realmente modifica algum desfecho importante.
ONDE A PESQUISA ESTÁ
O projeto científico maior foi desenhado como um ensaio clínico randomizado digital, com grupo intervenção e grupo controle, prematuridade como desfecho primário e acompanhamento da criança ao longo dos primeiros anos de vida.
Essa estrutura está em desenvolvimento e preparação para avaliação ética. Algumas etapas ainda serão refinadas com orientação acadêmica e metodológica.
Eu não quero que o estudo confirme aquilo em que eu acredito. Quero que ele me diga a verdade.
PARTICIPAÇÃO NA PESQUISA
O estudo ainda está em desenvolvimento e preparação para avaliação ética. Quando a captação for oficialmente aberta, este será o ponto de acesso para informações, elegibilidade e consentimento.
Pesquisa nacional, digital, gratuita e voluntária
A entrada no estudo só será disponibilizada quando houver aprovação ética e início formal da fase de recrutamento.
Captação ainda não iniciada